Mudanças no YouTube: ficou mais difícil mesmo?

mudanças-youtube-2018Depois de falar das (possíveis) mudanças no Instagram (aqui, se você perdeu), chegou a hora de a gente conversar sobre as mudanças no YouTube.

A regrinha para que o YouTube deixasse você monetizar seus vídeos até janeiro era: você precisava acumular 10 mil views em todo canal.

Depois do comunicado oficial do YouTube, a regra passa a ser: você precisa ter 1 mil inscritos (construir comunidade) e passar de 4 mil horas de conteúdo assistido (engajamento), nos últimos 12 meses.

Vai ficar mais difícil?! Saiba que, mesmo com as mudanças no ano passado, segundo o YouTube, o número de canais que faturam na casa dos seis dígitos (mais de 100 mil dólares) no ano de 2017 cresceu 40%, em relação a 2016. Isso significa 8,3 mil dólares (R$ 27,5 mil) por mês. Eu tenho certeza de que esse número vai continuar crescendo, em 2018.

Se você quer fazer parte dessa estatística, fica comigo até o fim desse texto que vou te passar as soluções para essas mudanças!

Qual o recado que o YouTube quis passar?

“Vamos remunerar quem for profissional e estiver focado nos resultados, ou seja, quem tiver consistência, conteúdo relevante e formar sua comunidade.”

Essa frase resume bem o recado que o YouTube mandou com essas novas regras. Mas será que é possível um canal pequeno ser rentável?

Mostrei essas imagens em minha última aula online, quando falei como muitas pessoas estão deixando dinheiro na mesa ao ignorar o YouTube, ao trilhar o caminho da influência digital.

Eu atingi mais de 700 dólares no último pagamento e minha média mensal, atualmente, está em mais de 260 doláres.

Tudo isso com “apenas” quase 60 mil assinantes, conquistados em pouco mais de um ano, sendo que eu, como muita gente, nem sempre cuidei direito do meu canal.

Como cheguei em US$ 260 (mais de R$ 850) por mês

Sim, eu admito! Minha ideia era só trabalhar o Instagram, porque sempre tive mais facilidade com essa mídia. Além disso, me achava velha pra virar “youtuber” (risos). Até que uma pessoa que trabalhava comigo insistiu e começamos o canal. Era um vídeo aqui outro ali. Por muitos meses fiquei sem subir nenhum vídeo sequer.

Sem eu menos esperar, um vídeo viralizou e o canal passou de 1 mil assinantes para 7 mil. Foi aí que eu vi que era possível. Com a mentoria de outras influenciadoras e a criação do Digital Fashion, meu treinamento para influenciadoras digitais, passei a estudar o YouTube com seriedade (até pelas minhas alunas), adotei ferramentas poderosas de marketing digital, aprendi SEO e…

Deixei de contar com a sorte e consegui fazer viralizar meu segundo vídeo. Foi quando o canal passou de 7 mil pra 21 mil assinantes e, mais recentemente, o terceiro vídeo, que já existia há um ano no canal e que fez o número de assinantes chegar a 50 mil.

Um canal com 1 milhão de assinantes fatura em média 9 mil dólares por mês (quase 30 mil reais mensais) só em Adsense, sem contar vídeos patrocinados que um canal desse porte sempre acaba fazendo. É lá que eu quero chegar, claro!

Mas e as soluções pra quem quer entrar ou acelerar?

  1. Entrar logo! Quem chega antes, bebe água limpa. A concorrência vai crescer? Sim. Mas o YouTube ainda vai crescer muito mais. Prova é que ele já está brigando por verba publicitária com a Rede Globo, conforme reportagens recentes. Se a verba publicitária cresce, o YouTube precisará cada vez mais de conteúdo e conteúdo de…?! QUALIDADE! O que me leva ao segundo ponto.
  2. É preciso desenvolver um conteúdo de qualidade, focado em solucionar os problemas dos seus assinantes (“Que vantagem Maria leva?”), contar uma boa história, motivar, engajar…
  3. É preciso ter frequência. Se eu tivesse publicado com mais frequência no passado, meu canal já teria batido a marca de 100 mil assinantes. Até hoje me arrependo de não ter acreditado e arregaçado as mangas antes.
  4. Não basta ter frequência e conteúdo. Um canal poderoso constrói uma verdadeira comunidade. No meu canal, por exemplo, gosto de responder perguntas que postam nos comentários dos meus vídeos. Assim, faço com que as pessoas se sintam parte de algo maior e não se sintam abandonas. Mas existem várias outras maneiras de engajar sua audiência.
  5. Com a concorrência e a profissionalização dos canais, é preciso mais. É preciso conhecer regras de SEO, ferramentas de marketing digital que acelerem seu crescimento. Foi depois que adotei essas técnicas no meu canal chegou a 60 mil em poucos meses.
  6. Assim que você começar a rentabilizar com seus vídeos, pode ser interessante reverter parte dessa verba para patrocinar seus vídeos. Toda empresa reinveste parte de seu lucro nos primeiros anos de vida. Por que você faria diferente?

Gostou das informações? Vai ter muito mais na nossa próxima aula online. Para se inscrever, basta clicar no botão abaixo. 😉

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Um beijo e até mais!

Dani Almeida
Jornalista, consultora de imagem e Influenciadora digital

2 Comentários


  1. Para mim que estou começando esta mudança vai ser benéfica?

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    1. As mudanças que o YouTube faz sempre são para eles se protegerem e rentabilizarem conteúdos feitos com responsabilidade e profissionalismo. Vai exigir que as pessoas publiquem com mais frequência e realmente se dediquem a construírem sua comunidade (assinantes), em vez de postar um vídeo aqui outro ali. Ou seja, vai ficar quem realmente deseja ser profissional. Agora, tem que ver seu objetivo e suas prioridades. Eu to bem focada em atingir os 9 mil dólares (quase 30 mil reais) por mês. rs

      Responder

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